GRM Global Risk Meeting
+55 11 3285-6539

Blog

7
ago

Gest√£o de Compliance e seus desafios

MARCOS ASSI
Sócio-Diretor da MASSI Consultoria e Treinamento

√Č fato que a gest√£o de compliance n√£o existia com tanta efetividade h√° dez anos, mas atualmente est√° incorporada ao vocabul√°rio corporativo e, juntamente com os controles internos e gest√£o de riscos, fazem parte de nosso cotidiano no mundo dos neg√≥cios. Em decorr√™ncia dos fatos ocorridos no mundo corporativo e financeiro, identificamos em nossos trabalhos, pesquisas e leituras que algumas aplica√ß√Ķes de compliance junto com controles internos passam a ser mais efetivos, quando conhecemos os riscos de envolvidos na gest√£o de neg√≥cios e no mapeamento deles.

Geralmente, os profissionais me perguntam como implementar compliance, controles internos e gerenciamento de riscos, e a resposta é sempre a mesma: é preciso entender o negócio, implementar os controles e, obviamente, já indicar as possibilidades de riscos.

Infelizmente a implementação sempre encontra uma barreira: a falta de conhecimento do negócio por alguns profissionais, que não possuem uma metodologia interna no reconhecimento das possibilidades de controles, sejam gerenciais ou regulatórios, e dos riscos envolvidos, pois o fluxo da informação é muito importante e muitos são os processos a serem identificados.

Existem pessoas que ainda dizem que controles internos não são tão importantes, e acreditam que gestão de compliance aliada à gestão de riscos é coisa de moda, logo passa, mas muitos não sabem que não se vive sem isso na gestão do negócio.

√Č importante salientar que estamos em um per√≠odo em que as grandes corpora√ß√Ķes do mundo todo passam por uma nova crise de credibilidade, sem contar os fatos ocorridos no Brasil, nos √ļltimos anos, com empresas de renome e outras que foram at√© liquidadas, por causa das perdas financeiras. Isto posto, todos sofrem com a diminui√ß√£o da confian√ßa de clientes, fornecedores e investidores.

Portanto, os sistemas de controles internos continuam sendo utilizados aquém de suas possibilidades, seja pela falta de cultura, seja pela negligência dos riscos e dos controles necessários utilizados pela alta administração, pelos gestores, pelos conselhos de administração e pelos comitês de auditorias, tão enfatizados na governança corporativa.

Como n√£o existe um modelo padronizado, entendemos que cada organiza√ß√£o deve identificar, organizar e implementar a melhor gest√£o de compliance e de controles internos de suas informa√ß√Ķes,¬† sistemas e gerenciamento do neg√≥cio, segundo as suas necessidades e o seu apetite por riscos.

Geralmente, o sistema de gest√£o de compliance e de controles internos das organiza√ß√Ķes pode variar, e muito, mas salientamos que s√£o necess√°rias. O Banco Central, a CVM – Comiss√£o de Valores Mobili√°rios, a SUSEP, o COAF, a Receita Federal, entre outros √≥rg√£os reguladores, v√™m, a cada ano, aperfei√ßoando suas legisla√ß√Ķes. Mas somente isso n√£o basta. Fica evidenciado que a gest√£o de compliance, controles internos, controles cont√°beis e de riscos, aliada aos sistemas de gerenciamento de informa√ß√£o podem variar conforme o tamanho, o segmento e a complexidade das opera√ß√Ķes de cada organiza√ß√£o.

Mesmo sendo tão evidente, sabe-se que muitos gestores ainda não entendem que compliance e controles internos são partes integrantes do gerenciamento de riscos corporativos e asseguram os processos definidos pela alta administração. A estrutura do gerenciamento de riscos corporativos necessita abranger o controle interno, originando, dessa forma, uma ferramenta de gestão mais eficiente.

Importante ressaltar que conhecer o negócio, o mercado, os clientes, os fornecedores e os colaboradores, é muito mais que uma obrigação, é uma questão de necessidade e segurança organizacional, afinal, os procedimentos internos e a gestão de riscos dependem do conhecimento dos itens acima citados.

A cada dia esse assunto demanda conhecimento e capacita√ß√£o. No mundo corporativo, podemos afirmar que se tornou motivo de pesquisa e an√°lise acad√™micas para identificar os pontos que devem ser aprimorados. O compliance, aliado a uma boa gest√£o de controles internos e √† gest√£o de riscos, necessita de revis√Ķes peri√≥dicas, pois as perdas, os erros e as fraudes dificilmente v√£o acabar, mas podem ser minimizados. Assumindo-se que o compliance, o controle interno e a gest√£o de riscos sejam aceitos como base comum para o entendimento, seus conceitos e termos deveriam, de alguma forma, ser incorporados aos curr√≠culos universit√°rios.

* Marcos Assi √© professor e consultor da MASSI Consultoria ‚Äď Pr√™mio Anita Garibaldi 2014, Pr√™mio Quality 2014, Pr√™mio Top of Business 2014 e Comendador Acad√™mico com a Cruz do M√©rito Acad√™mico da C√Ęmara Brasileira de Cultura, professor de MBA na FIA, FECAP, Saint Paul Escola de Neg√≥cios, UBS, Centro Paula Souza, USCS, Trevisan Escola de Neg√≥cios, entre outras. Autor dos livros: ‚ÄúControles Internos e Cultura Organizacional‚ÄĚ, ‚ÄúGest√£o de Riscos com Controles Internos‚ÄĚ e ‚ÄúGest√£o de Compliance e seus desafios‚ÄĚ pela Saint Paul Editora. www.massiconsultoria.com.br

banner